Talvez aquele jeans mágico que não aperta na cintura e ainda deixa a bunda uma escultura, uma blusa com um decote na medida certa, pra não parecer nem desesperada por sexo e nem tampouco uma freira, um sapato sem salto, ou de salto confortável
Mil e uma maneiras de disfarçar as imperfeições externas, mas uma hora, o demaquilante molha o algodão, a água corrente e a espuma inundam o rosto, a água escorre pelo corpo, o que sobra depois disso é a verdade nua e crua na frente do espelho, mas nem mesmo as espinhas, as celulites, as estrias e as gorduras localizadas me colocam pra baixo, eu me olho e penso "sou uma mulher de verdade, não tenho photoshop".O espelho não é cruel, minha consciência é.
Encarar um espelho não é difícil, difícil é olhar a parte de dentro, não há maquiagem, não há traje, não há meio que disfarce a falta de beleza que existe dentro da gente.
O blog ficou cinza porque eu tô cinza, cinza é um meio termo, não gosto de meio termo, mas algo em mim
insiste em não se render ao preto e algo perto do preto não me deixa ficar no branco, existem mil tons entre o preto e o branco, o cinza é apenas uma variável, eu também vario, hoje estou cinza e pronto.
